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21 de Janeiro de 2018

Caso Marisa: a ética da Lava Jato e do PCC

Vingadores e foras-da-lei, com crueldade de cárater, buscam a eliminação física do adversário transformado em inimigo.

Cleide Azevedo
Publicado por Cleide Azevedo
ano passado

Por Luis Nassif, do jornal GGN

Caso Marisa a tica da Lava Jato e do PCC

Perseguidores não viam em Marisa Letícia a figura da mãe e da avó, mas apenas a mulher do inimigo a ser abatido (Foto: Ricardo Stuckert)

GGN – Qual a intenção de Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato em denunciar dona Marisa? Do ponto de vista jurídico, nenhuma. Jamais comprovaram que o tríplex era de Lula. Mesmo se fosse, não havia nada que pudesse ser impingido a dona Marisa. Ela não participava de discussões políticas, menos ainda de negócios. Limitava-se a cuidar dos filhos e netos e dar amparo emocional ao marido.

A intenção foi puramente política, de bater, bater, bater em Lula, até que arriasse emocionalmente.

Não existe ética na guerra. E não existe a figura do inimigo no direito. A Lava Jato se tornou uma operação de guerra, caçando o inimigo e o direito se tornou instrumento de vingança.

​Não viam a figura da mãe e da avó, mas apenas a mulher do inimigo a ser abatido.

Divulgaram como prova de crime os pedalinhos que dona Marisa comprou para os netos. Invadiram sua casa, entraram em seu quarto, reviraram até o colchão da cama. Levaram seu marido detido, expuseram incontáveis vezes os filhos no tribunal da mídia.

Esse exercício continuado de crueldade, mais do que estilo jurídico, é marca de caráter.

É possível encontrá-lo em diversos personagens e diversas situações, cada qual subordinando-se aos ritos da classe e às prerrogativas da profissão.

No Judiciário, gera alguns juízes vingadores. No Ministério Público, alguns projetos de Torquemadas. Cada qual busca a jugular do inimigo valendo-se das armas que lhe foram conferidas institucionalmente. Não lhes exija momentos de civilidade, respingos de respeito, gotículas de humanidade.

No PCC, há chefes sanguinários que não se contentam com assassinatos de imagem e mortes civis: eliminam fisicamente os adversários. Na Polícia Militar os soldados que, com um revólver na mão, se consideram donos do mundo e das vidas. No crime, o poder das chefias depende apenas da meritocracia: não há concursos, nem carreiras pré-definidas, com planos de cargos e salários. E eles correm risco, pois não contam com a blindagem do Estado. São cruéis e são valentes.

Em comum, todos os vingadores, os da lei e os fora-da-lei, têm a crueldade de caráter, o gozo infindável de chutar o adversário de todas as formas, de tratá-lo como inimigo, os fora-da-lei matando pessoas, os da lei expondo-as ao direito penal do inimigo, desumanizando-as, transformando donas-de-casa em cúmplices, presentes de avó para netos em provas de crime, violando seu quarto, sua penteadeira, suas lembranças.

Hoje, na Lava Jato, o juiz Moro e cada procurador colocarão uma marca a mais no coldre virtual de onde empunham suas armas legais. Que pelo menos tranquem a porta antes de iniciar a comemoração.

Fonte: RBA

14 Comentários

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Coloca a mão no fogo que vai acabar se queimando. Ela não sabia de nada? Ela não fez nada? Síndrome de Lula? Certo, vamos dizer que ela não fez nada, mas ela não poderia ser investigada? continuar lendo

Que artigo ridículo! continuar lendo

Mas tudo tem seu objetivo. Daqui a pouco apresentam pedido de pensão sob o argumento de que Mariza foi assassinada por motivos políticos... continuar lendo

A morte causa certas comoções, de investigado à vítima de uma sociedade algoz e perversa.
Investigação não é sinônimo de condenação.
Por acaso já se perguntou quantas pessoas morrem indiretamente em decorrência do desvio de verba pública? Coloca nessa conta, as pessoas que não conseguiram atendimento médico à tempo, que faleceram por falta de medicamentos, pessoas que morreram em decorrência da violência (vítima e/ou ofensor), desastres anunciados como deslisamentos de terra, enchentes etc.
E todo esse dinheiro desviado com a única finalidade de rechear os cofres de políticos corruptos, ampliando seu patrimônio através de veículos de luxo, imóveis etc.
Sendo assim é o mínimo que se pode dar a população que vota, que paga seus impostos, paga de novo, paga outra vez e continua pagando é uma satisfação sobre possíveis crimes praticados por pessoas que chegaram ao poder através da confiança conferida por eleitores, por muitas vezes ludibriados.
Assim, é lamentável a perda sofrida pela família, que hoje sofre com o falecimento de um ente querido.
Mas a morte não inocenta ninguém. continuar lendo

pelo amor de deus, que artigo é esse.... Ridículo. continuar lendo